* DÁ FORMA A UM ESTILO DE VIDA SAUDÁVEL *

Desafio: Um mês sem açúcar

1 mês sem Açúcar

Imagem da Catita Illustrations

Aconteceu tudo muito de repente. Não acordei com esta intenção. Enquanto fazia um rápido scroll down matinal no telemóvel encontro o artigo da Ana Galvão  “Um mês sem Açúcar” que me chamou à atenção.

Da partilha deste post na página de FB do It’s Up to You até à tomada de decisão, aprofundada durante uma conversa com amiga Sam do Eat Love, foi um instante.

Chamo a isto o poder da informação. Quando a mensagem é assertiva, desprovida de segundas intenções, com o objetivo único de partilhar uma boa experiência e poder a vir beneficiar quem a lê, não há como não funcionar, pelo menos comigo funciona assim.

Antes do verão foi a loucura do “sugar-free”, com a preocupação de chegar à praia “impecável”, mas essa não foi motivação suficiente para ter vontade de avançar. Se calhar porque nenhum dos testemunhos que li, conseguiu explicar uma razão com a qual me identificasse e me fizesse ter vontade de abraçar o desafio.

Passo a explicar a minha principal motivação. Assim como aconteceu com os sumos verdes, em que comecei a fazer diariamente e aos poucos os meus filhos começaram a achar graça e a gostar também de beber, com os doces, chego à conclusão que no caso das crianças, continua a haver “uma pedra no sapato”, o chamado “açúcar”. Não me perguntem como, mas ainda há produtos, completamente indesejáveis, a entrarem pela casa, sem que tenha controlo sobre a situação.

Decidi assim colocar-me à prova, agarrando o desafio “Um mês sem açúcar” para ficar completamente familiarizada com os “to do” e “”not to do” dos açucares maus, os simples e de rápida absorção, ver mais informação aqui, e ir introduzindo gradualmente nas crianças, uma alimentação o mais possível “sugar-free”, sem ser de forma abrupta e dramática.

Passando à prática:

1ª ação: Limpar a prateleira mais alta da mercearia, que supostamente eles não chegam, que acumula tudo o que é oferecido em épocas festivas, como coelhos da páscoa ainda do ano passado, amêndoas, chocolates, entre muitas outras guloseimas. A maior parte foi para o lixo, algumas bem guardadas (longe da vista) para aparecerem só nos dias de festa, ou até que passem a validade e o destino ser o lixo.

2ª ação: Revistar as restantes prateleira e identificar os produtos disfarçados, como agaves, maple syrup, e os não disfarçados, chocolate em pó, ketchup, molho de tomate, maioneses e guardá-los até ver o que irá acontecer após o desafio.

3º ação: Pesquisar o máximo de informação na net, trocar impressões com pessoas que já passaram pelo mesmo desafio, e com aquelas que fazem disto a alimentação do seu dia-a-dia, para ficar a saber como (sobre) viver durante o próximo mês. Procurar dicas e sugestões que sejam a nossa boia de salvação nos momentos de tempestade.

Ao longo deste mês o It’s Up to You e o Eat Love vão partilhar tudo o que nos vai ajudar a chegar ao dia 9 de Dezembro, dia de anos da Sam, mais felizes, saudáveis e realizadas!

A primeira dica que vos deixamos tem a ver com os rótulos. A fórmula ideal para limitar o açúcar na alimentação é consumir produtos sem rótulo, sem lista de ingredientes e nutrientes, todos aqueles que veem diretamente da terra ou do mar. Não havendo essa possibilidade, temos de partir para a análise cuidada do mesmo.

Verificar o número “*dos quais açúcares” por baixo dos “Hidratos de Carbono” presentes no rótulo, é uma boa forma de perceber se estamos perante um alimento de Índice Glicémico (IG) alto ou baixo, ver mais informação aqui, Segundo este artigo “uma dieta baseada em alimentos com IG baixo está associada a um risco reduzido de desenvolvimento de doenças metabólicas, tais como obesidade e diabetes mellitus de tipo 2”.

Exemplo:

– 100gr de Puré de Batata embalado tem 75gr de Hidratos de Carbono, dos quais 2,9gr de Açúcares.

– 100gr  de Flocos de Aveia tem 57gr de Hidratos de Carbono dos quais 0,9gr de Açúcares;

– 100gr de Pão Branco fatiado tem 43gr de Hidratos de Carbono dos quais 3,3gr de Açúcares.

Ainda assim, nem sempre conseguimos identificar a palavra “açúcar” nos ingredientes e nutrientes das embalagens, isto porque tem mais de 100 denominações diferentes. Alguns exemplos:

– syrup

– malte/ malt

– cana/ cane

– caramelo/ caramel

– sumo/ juice

– mel/ honey

– melaço/ molasses

– agave nectar

A existência de “-ose” no final dos ingredientes indicam a existência de açúcar:

– frutose ( açúcar natural das frutas )

– lactose ( açúcar natural do leite )

– sacarose ( açúcar de mesa comum; feita a partir de frutose e glicose )

– maltose (açúcar feita a partir de grãos )

– glicose ( simplesmente açúcar , produtos de fotossíntese )

– dextrose ( forma de glicose )

Tudo valerá a pena enquanto tivermos presente o citado pela pediatra Julia Galhardo:

“A alimentação está na base da saúde e da doença” e “O açúcar é o maior veneno que damos às crianças”.

Are you in?

It’s Up to You!

Raquel

 

[EN]

CHALLENGE: A MONTH WITHOUT SUGAR

 

Image by Catita Illustrations

It all happened very suddenly. I did not wake up with this intention. While I was doing a quick morning scroll down on my phone, I find Ana Galvão’s article “A month without sugar” that caught my attention.

Sharing this post in It’s Up You Facebook page to the decision making, consolidated during the conversation with my friend Sam from Eat Love, was a jiffy!

I call this the power of information. When the message is assertive, devoid of ulterior motives, for the sole purpose of sharing a good experience and be able to come benefit those who read it, there is no way it won’t work, at least to me it works.

Before summer, there was the sugar-free madness, with the worry to get to the beach in a great shape, but that one, at least at the time, wasn’t motivation enough to keep us going. Maybe because none of the testimonials I’ve read, could explain a reason with which I’d identify myself with and give me the will to embrace the challenge.

Let me explain my main motivation. As with the green juices, when I started to make them in a daily basis and gradually my children began to find it fun and enjoy drinking it, with food in its general, besides the fact that I managed to improve the meals, I conclude that, in the case of children, there’s still a thorn in their side, the so called “sugar”. Don’t ask me how, but there are still products, completely undesirable, entering the house without me having any control over it.

I decided to just put myself to the test, taking the “A month without sugar” challenge to be completely familiarized with the “what to do” and “what not to do” of bad, simple and rapid absorption sugars, see more information here, and to gradually introduce the most possible sugar-free diet in the children, in a non-abruptly and non-dramatically way.

 

Putting it into practice:

1st action: Clean the top shelf of the grocery store, which allegedly they don’t reach, that accumulates all that is offered in festive seasons such as Easter bunnies, even last year’s, almonds, chocolates, beyond many other treats. Most of it went to trash, some were well-kept (out of sight) to only appear on feast days, or until they pass the expiration date and their destination is the trash.

2nd action: Search the remaining shelves and identify the disguised products such as agave, maple syrup, and the not disguised ones, powdered chocolate, ketchup, tomato sauce, mayonnaise and keep them to see what will happen after the challenge.

3rd action: Find as much information on the Internet, exchange views with people who have been through the same challenge and with those that do it as their diet in a daily basis, to find out how to live (survive) during the next month. Search for tips and suggestions that will be our lifebelt in times of storm.

Throughout this month, It’s Up to You and Eat Love will share everything that will help you get to December 9th, Sam’s birthday, happier, healthier and fulfilled!

The first tip we leave you with, has to do with labels. The ideal formula to limit sugar in diet is to consume products with no label, with no list of ingredients and nutrients, all of those that came directly from the ground or the sea. Without that possibility, we have to make a careful analysis.

Checking the number of “*of which sugar”, below the “Carbohydrates” present on the label, is a good way to tell if this is a food with a high or low Glycemic Index (GI), see more information here. According to this article, “a diet based on low-GI foods is associated with a reduced risk of developing metabolic disorders such as obesity and type 2 mellitus diabetes.”

Example:

– 100g of packaged mashed potatoes has 75g Carbohydrates of which 2,9g are sugar;

– 100g of oat flakes has 57g Carbohydrates of which 0,9g are sugar;

– 100g of sliced white bread has 43g Carbohydrates of which 3,3g are sugar.

Still, we can’t always identify the word “sugar” in the ingredients and nutrients of the packages, because it has more than a 100 different denominations. Some examples:

– Syrup

– Malt

– Cane

– Caramel

– Juice

– Honey

– Molasses

– Agave nectar

The existence of “-ose” at the end of the name of the ingredient indicates the presence of sugar:

– Fructose (natural fruit sugar)

– Lactose (natural milk sugar)

– Sucrose (the common sugar, made from fructose and glucose)

– Maltose (sugar made from grain)

– Glucose (simply sugar, photosynthesis products)

– Dextrose (as glucose)

It will all be worth while we bear in mind that, quoting the pediatrician Julia Gallardo:

“Food is the basis of health and disease” and “Sugar is the major poison we give to children”.

Are you in?

It’s Up You!

Raquel

 

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