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“Dor de burro”: um mal que assiste quem corre

100km 16 dias

No passado domingo estava a ver que não chegava aos 100km, em 16 dias. A corrida começou num bom ritmo. Fiz os meus 5km mais rápidos. O pior veio a seguir.

Esforço a mais, falta de aquecimento, ausência de hidratos de carbono foram provavelmente as causas de uma dor abdominal insistente, a chamada “dor de burro” que me fez abrandar nos 2,5 km seguintes.

Abrandar o ritmo não foi suficiente. Pressionar o local com os dedos também não. Andava 50 metros, a dor parecia estar a passar, retomada a corrida, lá vinha a dor novamente. Foram 2,5km muito duros, mas lá consegui chegar aos 100km. Terminada a corrida, olhei para a média por quilómetro e estava nos 6´03´´. Uma vez feitos os 5 km mais rápidos, com uma média abaixo dos 5’30’’ era impensável terminar a corrida acima dos 5’59’’. Resultado, lembrei-me da dica do Personal Trainer Tiago Silva, respirar dando mais amplitude aos movimentos respiratórios, com especial incidência no movimento expiratório, da seguinte forma: expirar com força e esperar um pouco sem inspirar. Repeti esta respiração algumas vezes, até deixar de sentir a dor abdominal. Fiz os últimos 500m num ritmo mais acelerado e objetivo atingido, com uma média por quilómetro de 5’59.

Sete pontos da destacar sobre a “dor de burro”:

1. Aparece unicamente com o esforço;

2. É mais frequente do lado direito do que do lado esquerdo (o fígado, maior órgão da zona do diafragma encontra-se do lado direito)

3. Principal causa: carência de oxigénio dos músculos respiratórios (diafragma e intercostais);

4. Aparece frequentemente nas descidas;

5. Aconselha-se a que, em percursos mais acidentados, se expire sobre o pé esquerdo;

6. Um atleta com os abdominais reforçados esta menos exposto a este problema;

7. Como prevenir: evitar comer pouco tempo antes de correr; evitar comer refeições pesadas (alimentos flatulentos); não fazer uma hidratação exagerada (beber muita água antes de ir correr) e fazer um bom aquecimento.

Boas corridas!

It’s Up to You

Raquel

Fonte dos “Sete pontos a destacar (…)”: www.aminhacorrida.com

2 thoughts on ““Dor de burro”: um mal que assiste quem corre”

  1. Sandra diz:

    Olá Raquel,

    Usa algum relógio para controlar os km e o ritmo médio por km? Se sim, qual?
    Em média, quantos km fez por dia?
    Já agora deixo os meus parabéns, por ter cumprido o seu objectivo 😉
    Bjs
    Sandra

    1. Raquel Fortes diz:

      Olá Sandra,
      Muito obrigada!
      Uso a aplicação Nike Running que dá para Android e iOS.
      Corri em média 6,25km/ dia, a um ritmo médio de 6’19”/km.
      Mais especificamente: 3 corridas de 10km, 5 corridas entre 7 e 9 km, e as restantes entre 5 e 6 km 🙂

      Bjs e boas corridas!
      Raquel

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