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Maratona de Amesterdão: a preparação!

Maratona Amesterdão
A maratona que nos propusemos fazer no segundo semestre do ano ainda ia longe quando começámos a treinar com o Pedro. Coloquei-me um primeiro objetivo, para ter um foco intermédio, de baixar ao meu tempo aos 10kms.

Começámos a treinar no início de Maio, passadas poucas semanas fizemos a meia maratona do Douro, que já tínhamos previsto, e logo na semana seguinte, dia 1 de Junho fui tentar a sorte de baixar o meu record pessoal na Corrida de Santo António. Desde logo o Pedro me disse que ia ser muito difícil baixar dos 49’ pelas poucas semanas de treino e com uma meia maratona feita no fim-de-semana anterior.

Meia Maratona do Douro

Duas regras que aprendi no primeiro mês de treino: primeira, se temos um objetivo a médio prazo, devemos inscrever-nos em provas que façam sentido integrar no plano de treinos, a segunda foi a de que não há milagres. Quando não se treina tempo suficiente não há records para ninguém. Terminei os 10kms em 52’ e já foi uma boa evolução face às minhas últimas provas na mesma distância.

Corrida de Santo António

Dia 9 de Junho começámos a treinar para a maratona do Porto. Ia ser a nossa primeira maratona em Portugal e queríamos festeja-la com o nosso melhor tempo. Objetivos definidos para os dois e seguimos em frente.

Já andávamos a fazer reforço muscular desde o início do ano com o Salvador mas nesta altura o Pedro sugeriu falar com ele para alinharem o treino de força com o de corrida. Lá fomos nós todas as segundas e quartas-feiras para o Jardim da Estrela e os restantes dias corríamos, com um dia de descanso por semana.

O mês de agosto adivinhava-se ser um belo desafio, com as férias pelo meio e os primeiros longos a acontecerem. O Pedro foi sensível a isso e definiu que nesse mês não passaríamos dos 18kms nos treinos longos. Mesmo assim lembro-me que o primeiro treino de 18kms me ter custado horrores. A carga estava a aumentar, os treinos de força também e o corpo a ter de se aguentar ao excesso de volume.

Maratona de Amesterdão

Chegámos ao inicio de Setembro satisfeitos com a nossa prestação durante as férias, prontos para os longos, longuíssimos, e com uma mudança de planos. Um casamento da família marcado para o fim-de-semana da Maratona do Porto fez-nos antecipar a prova para a Maratona de Amesterdão. Plana, planinha, como eu gosto!

Maratona de Amesterdão

Voltámos à cidade, fizemos um primeiro treino pós férias com o Salvador, do qual me lembro dele ter elogiado a forma física com que tínhamos chegado das férias, do Ricardo nessa altura estava com diversas dores da artrite e ele sempre preocupado em poupá-lo de determinamos exercícios e de lhe ter pedido, no final do treino, para nos tirar uma fotografia como marco da rentrée pós férias.

Apesar de gostar e de ter um jeito inato para a fotografia, o Salvador nunca tirou uma selfie onde aparecêssemos todos, nem eu nunca sugeri que o fizesse porque, sem ser preciso ele dizer, sempre percebi que não gostava de aparecer.

Nesse dia, não sonhávamos que ia ser o nosso último treino com ele. Despedimo-nos com um “até para a semana”, sem saber que era um “até sempre”. O Salvador morreu na semana seguinte com o AVC. O choque foi grande, os treinos seguintes foram muito duros, e a decisão de lhe dedicarmos esta maratona ficou desde logo tomada.

Treino Maratona de Amesterdão

Passando à parte da alimentação, em Junho decidi que queria ir mais leve para a prova e decidi-me a perder cerca de 3kgs até lá. Fiz consultas mensais com a Nutricionista Cátia Costa, gosto sempre de ter a quem prestar contas. No primeiro mês perdi 1kg e tal, no segundo mês mais 1kg e tal, em Agosto, ganhei 1kg e de Setembro até à data da prova perdi novamente quase 2kg. Quanto ao peso o objetivo estava cumprido.

Fizemos análises em Julho e um mês antes da prova e, tanto eu como o Ricardo baixámos bastante o nível de ferritina. O que é normal acontecer quando se aumenta a carga de treino. Inclui mais vitamina C e mais fontes de ferro, tanto ao nível da alimentação como de suplementação.

O último mês de treinos foi mais duro do que estávamos à espera. Fizemos vários longos com a excelente companhia de vários elementos do Team It’s Up to you, dos 10kapas, da Cat Run, da Carla e da Inês, que fez um longo inteirinho comigo. Findo o último treino longo, o Pedro diz-nos que face à nossa prestação nos treinos tudo indica que o Ricardo vai conseguir atingir o objetivo para o qual tinha treinado e que eu, apesar de ir bater record pessoal, não ia terminar a prova abaixo das 4h.

Se até ao momento achava que andava a treinar bem mas que ia custar muito fazer 42 kms a uma média de 5´35´´por quilómetro, no momento em que se vislumbrou a hipótese de não atingir o objetivo, meti na cabeça que iria fazer tudo para contrariar essa previsão. Estavam lançadas as cartas para o Mental Sport Coach começar a funcionar.

As últimas duas semanas de treino foram levadas com calma, com a preocupação de não haver nenhuma lesão de última hora. Como o nosso coach diz “agora já não há nada que se possa fazer para melhorar tempos. No entanto, há muito que se possa fazer para estragar”.

Treino Maratona de Amesterdão

Última consulta de nutrição checked, mais massa magra, menos massa gorda, menos gordura abdominal, consulta com o osteopata Tobias do Life Center feita com avaliação muito positiva quanto à minha evolução desde o início do ano e massagem desportiva feita para alinhar e aliviar o corpo para o que aí vinha. Fui absorvendo tudo o que me iam dizendo ao longo das consultas e massagens, nomeadamente do corpo estar pronto mas a cabeça não poder falhar.

Na véspera de apanhar o avião para Amesterdão fui tratar de assegurar a companhia que precisava ao longo de toda a prova. Fazer uma tatuagem, ainda que provisória, com o único desenho, dos muitas do Salvador, que me tinha ficado na memória.

Maratona de Amesterdão

Agora sim, estava tudo pronto!

It’s Up to You!

Raquel

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