* DÁ FORMA A UM ESTILO DE VIDA SAUDÁVEL *

E como não há duas sem três… Maratona à vista!

Já passaram umas semanas, ou melhor, faz amanhã precisamente dois meses que fiz a minha segunda maratona e só agora me apeteceu escrever sobre a experiência.

Apesar de sairmos de uma maratona logo com outra na cabeça é preciso descansar o corpo e a mente, “arrumar a casa”, pensar no que fizemos bem e no que podíamos ter feito melhor, para conseguirmos falar sobre todas as emoções, desta vez mais a frio resultado do tempo que já passou, e começar a definir um plano para o novo desafio. Mas já lá vamos.

A preparação para a minha segunda maratona, ao contrário da primeira, foi feita de forma relaxada, a olhar de longe para o plano que tinha para a primeira maratona, sem quase nenhum reforço muscular e com a grande preocupação de cumprir os treinos longos.

O resultado foi o esperado. Deu asneira. Apesar de ter conseguido superar-me no tempo em que fiz a prova, penei e sofri para lá chegar. Fazendo um breve resumo: os primeiros 7kms foram tranquilos, corri a uma velocidade um pouco acima do que devia (errado) para acompanhar as estreias do Team em maratonas e, deixá-los partir no momento em que começaram a acelerar.

Cheguei aos 15kms com a típica “dor de burro”, que em Copenhaga apareceu aos 25/28kms, mas lá consegui ultrapassar este primeiro obstáculo. Com a primeira dor e desgaste a surgir tão cedo passou-me pela cabeça permitir-me não terminar a maratona. Começamos naqueles pensamentos que somos livres para decidir o que quiremos e em que pomos todas as hipóteses em cima da mesa.

Depois também pensamos, que ninguém nos obrigou a estar ali, que há pessoas a correr com lesões e com maiores dificuldades, e aí reduzimo-nos à nossa existência e retomamos o foco de para a frente é que é o caminho.

A maior motivação de todas é fazer parte e estar à altura do Team It’s Up to You (que apesar de ter sido criado por mim, sinto-me igualmente responsável por contribuir e estar à altura dos restantes elementos que juntei e que se superam diariamente), cheio de good vibes e de bons exemplos, que puxa incansavelmente uns pelos outros. Naquele momento, o Team de apoio serviu de cenoura, para nos levar uns quilómetros mais à frente, sempre a gritar e a puxar por nós, com a bandeira de Portugal em punho.

A parte física não estava no seu melhor estado, apesar de não ter nenhuma lesão, e a mental estava num modo que eu gosto pouco de correr, e em provas de longa distância ainda menos, que é com um objetivo de tempo na cabeça. Por isso gosto tanto de primeiras experiências, sem comparações e em que tudo o que vier é bem-vindo!

Desta vez tive a sensação que corri 35kms a fugir dos “maus”, dos balões das 4h15 até metade da prova e dos balões das 4h30 a outra metade :-). Agora dá-me vontade de rir, mas na altura só me apetecia rebentá-los para que deixassem de existir e de me pressionar.

A chegada ao estádio foi brilhante! A minha companhia da maratona resolve arrancar a 1km e meio da meta e eu a perceber que ainda íamos a tempo de conseguir fazer um melhor tempo do que na primeira maratona, em vez de lhe bater, lá gastei os meus últimos recursos para fazer boa figura e poder gritar aos céus que tinha conseguido o meu melhor tempo de sempre.

Mesmo antes de entrar no estádio há uma pequena subida, e nessa altura só me saiu “quando é que esta m… acaba?!” com cara de quem ia bater em alguém, para logo a seguir começamos a descer a rampa de entrada do estádio, e ao agarrar a bandeira de Portugal, com a ajuda do que tinha “fugido” de mim, fez-me sentir a “atleta” mais feliz e realizada de sempre. E é este o comportamento bipolar que nos é permitido ter ao longo de uma prova de 42,195kms a correr.

Passando ao que interessa que é o presente a pensar no futuro. Com maratona de Valência marcada na agenda para o final do ano, resolvi procurar ajuda profissional para me preparar convenientemente e continuar o caminho da superação com menos pensamentos bipolares.

E como não há coincidências, tive a sorte de conhecer o Bruno Brito, responsável técnico do O2 Life Center, no almoço pós maratona, que além de correr, faz provas de Iron Man, triatlos, treina os melhores runners que andam aí e, quem sabe, se não me torno num deles :-).

Chegada a Portugal e depois da avaliação biomecânica de corrida realizada no O2 Life Center, tenho em mãos um plano de treinos do Bruno Brito, para pôr em prática com toda a calma e muito tempo, para chegar fortíssima a Valência em Dezembro.

@O2lifecenter

Os treinos de corrida vão ser complementados com aulas de Glúteo Local e Core no BeGym, ginásio ao lado de casa, para não haver desculpas para faltar, e algumas provas de diferentes distâncias com o Team It’s Up to You.

@begym

E agora sim, com um plano de treinos bem presente e o apoio dos parceiros certos, vai ser muito mais fácil correr uma maratona com um sorriso na cara durante menos de 4h :-).

It’s Up to You!

Raquel

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